Roupas, uniformes e acessórios oficiais de futebol da Umbro
  • Brasil MUDAR DE REGIÃO
    • UK & Europe
      • United Kingdom
      • Belgique
      • Denmark
      • France
      • Deutschland
      • Ireland
      • Luxembourg
      • España
      • Sweden
      • Rest of Europe
    • Asia/Pacific
      • 中国
      • Philippines
      • Rest of Asia/Pacific
    • Middle East & Africa
      • South Africa
      • Rest of Middle East
      • Rest of Africa
    • Americas
      • United States
      • Argentina
      • Brasil
      • Bolivia
      • Canada
      • Chile
      • Colombia
      • México
      • Peru
      • Rest of Americas
    •  
  • Bem-vindo, Umbro Brasil
  • PRODUTOS
    • Chuteiras
      • Speciali
      • Umbro GT
      • Geometra
      • Chuteiras para gramado macio
      • Chuteiras para grama firme
      • Chuteiras para grama sintética
      • Chuteiras para futebol de salão
    • Seleções e Clubes
      • Manchester City
      • Camisas de Futebol
    • Roupas de Treino
      • Jaquetas de Treino
      • Camisetas de Treino
      • Conjuntos de Treino
    • Equipamentos
      • Bolas de Futebol
      • Luvas
      • Malas e Mochilas
    • Coleções
      • Umbro GT
      • Vision
      • Geometra
      • Speciali
    • Confecção Sportswear
      • Blusas de Moletom
      • Camisetas
    • Calçados Sportswear
  • BLOG
  • SOBRE A UMBRO
  • › Music Carregando…
    Mikill Pane - The Return of Mister Pane Lethal Bizzle ft. Bad Form - 'Blinded' - (Original Edit) (Lethal Bizzle Recordings) Skittles - Take Me Away Ghosting Season - Time Without Question Brown Brogues - Anyone But You The Cold One Hundred - On To The Next One Platt - Hold Your Corner Jonny Dub - Hipster Tyler Mae - Rolling Wit' THe Punches Beady Eye - Blue Moon / The Beat Goes On
  • Boletim Informativo
  1. Página inicial
  2. Blog
  3. Tailoring Ideas: Graffiti
  • Assine o Feed RSS do Blog da Umbro
  • Fique ligado Inscreva-se no nosso resumo semanal
  • ‹ Back to Blog

Tailoring Ideas: Graffiti por Umbro Brasil› 29 Agosto 2012

Compartilhar
Tailoring Ideas - Grafitti

Atualmente, considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, o graffiti é uma expressão urbana, onde o artista aproveita os espaços públicos para criar uma linguagem.

O costume de se expor graficamente é uma manifestação que tem sua origem na necessidade de comunicação social, e isso vem desde os primórdios das paredes das cavernas, passando pelos povos antigos até chegar aos muros grafitados.

Seu aparecimento se deu por meio de alguns jovens que começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas e atualmente no século XXI, muitas pessoas usam essa técnica como arte em museus.

Para falarmos um pouco sobre essa manifestação artística, acompanhamos de perto um encontro de artistas organizado pelos amigos Cauê e Evandro, na zona leste de São Paulo, onde pudemos bater um papo.

Cauê, Evandro, tudo bem? Primeiramente, gostaríamos de parabeniza-los pelo evento que realizaram. Foi sensacional! Reuniu arte, música e tudo mais. Aliás, esse é o 2° encontro que vocês realizam na Zona Leste (SP), não é? Contem aí como surgiu essa ideia e como foi o processo de organização.

Cauê: Na verdade, é o segundo em forma de encontro aqui na vila, de outras vezes a gente só pintou os muros mesmo. A ideia foi meio que pra reunir os amigos mesmo, escutar um som. A organização sempre é um pouco complicada, tirar dinheiro do bolso para o material, tempo chamando o pessoal, preocupação com espaços, autorização, fiz uma lista de pessoas e rezei pra dar tudo certo. Foi gratificante demais.

Evandro: Beleza, cara, valeu pela presença! Que bom que vocês gostaram! Isso mesmo, é o segundo. Cara foi uma ideia de reunir amigos que no decorrer do tempo de grafiteiro a gente vai fazendo muitas amizades por ai, sem compromisso nenhum, apenas encontrar velhos camaradas mesmo saca? Tem galera que se reuni para jogar futebol no fim de semana, videogame, fazer um som, etc. Nós nos reunimos para pintar por aí... Não é sempre que dá para todos, mas pelo menos em alguns fins de semana marcamos, no decorrer do ano, para se trombar nas quebradas de cada um e por aí vai...

Vocês esperavam que, além do pessoal convidado para grafitar, iria aparecer toda essa galera para acompanhar?

Cauê: As comunidades são carentes de cultura, sabia que iriam ter curiosos e apreciadores, foi legal, percebi que o pessoal parava pra ver mesmo, teve até um pai que passou e depois voltou de bicicleta com o filho e ficou ali um tempão mostrando para o moleque as pinturas, a música também ajudou a chamar atenção, parou muita gente mesmo.

Evandro: Ah, mano, pelo menos a galera da vila achei que iria colar sim, a molecada adora ver e sempre está presente, as pessoas mais velhas elogiam, tem quem goste e quem não... Mas a nossa ideia é só se descontrair com os camaradas, não penso no que vão pensar ou se vai colar muita gente, apenas quero pintar não importa onde... Mas quando colam, é bem legal.

grafite2

Como vimos, o encontro mexe com a comunidade local, e para conseguir realiza-lo é necessário entrar em contato com moradores, Polícia Militar e até mesmo com a Subprefeitura. Para os próximos, vocês pensam em obter recursos que vão desde doações de tinta e alimentos até mesmo à realização de uma oficina para jovens com interesse em aprender a arte?

Cauê: A ideia do projeto não tinha tantas pretensões assim, mas tomou proporções maiores e eu gostei disso. Precisamos da força de alguém, realizar tudo sozinho é muito complicado. Tivemos um problema básico com a polícia e não recorremos à subprefeitura porque já sei como é canseira pra receber alguma coisa. Estou estudando montar um projeto e mandar para o “VAI” [Valorização de Iniciativas Culturais] e ver no que dá. Nestes que rolaram, preferi correr sozinho mesmo e sem divulgação, o que foi mais complicado. Seria bem legal estudar um patrocínio para o material. Com os moradores locais já pensei em doações de agasalhos. A ideia de oficinas de graffiti é muito legal também, vejo que a molecadinha gosta da parada e que tem gente talentosa que ainda não se descobriu.

Evandro: Cara, nós só procuramos autorização do dono do muro e já era... Polícia e prefeitura têm muita burocracia, saca? Leva muito tempo para conseguir algo como apoio com tinta, alimentação e segurança... Geralmente pensamos em fazer a parada da noite para o dia, é bem legal sempre dá certo... Só cola os conhecidos e não tem brigas e fofocas. Para os próximos, pensamos em ver apoio com empresas privadas, pois até é mais fácil do que parece, só precisamos correr um pouco antes e nos organizar... E quanto à molecada que quer aprender esse tipo de arte, acho que não precisa de clínica [oficina] ou workshop de graffiti. A arte esta na rua, é só sair de casa para ver, é de graça e todo lugar tem. Eu aprendi assim e hoje em dia é ate mais fácil devido a tantos meios de comunicação, só basta interesse de cada um. Quando comecei, nem apoio dos meus pais eu tinha e hoje estou aí.

Dentro dos objetivos desse tipo de encontro, além da diversão, vocês buscam de alguma forma levar para a comunidade local informação, cultura e até mesmo renovar a estética do ambiente?

Cauê: Com certeza. O lugar em que fizemos o encontro é um lugar de pessoas de bem, e que o crack está tomando conta. É muito triste ver uma criança na rua às 4 horas da manhã porque a mãe está na rua fumando pedra. Acho que esse projeto pode tomar proporções fortes para melhorar essa cena. É um lugar onde tem um terreno enorme abandonado e que é palco para uso de drogas, um lugar onde o lixo e entulho são jogados na rua e que ninguém toma atitudes. Vim com o projeto dos murais para, pelo menos, maquiar isso um pouco e a vizinhança me apoiou totalmente.

Evandro: No começo não, cara. Era só ibope e pintar mesmo. Agora penso sim em deixar o ambiente mais colorido mais style, saca? Com os encontros podemos fazer isso em grande escala tipo protesto, renovar o lugar, ou apenas uma viela suja ficar colorida é bem legal de ver isso acontecer.

Vocês são uma Crew? Já fizeram em outros lugares também?

Cauê: Assinamos “Capital 011”, “BC – Bombardeio Correria”, e “CSM - Conexão Sampa Minas”. Pintamos na rua desde meados de 1998, somos da segunda geração da cena da cidade de são Paulo.

Evandro: Somos 9 caras. C *011 significa apenas “Capital 011”, pelo amor a essa cidade muito foda. Encontros por enquanto não, mas essa sigla sim está em muitos lugares de Sampa, desde favelas, becos e vielas até lugares ilegais e limpinhos... Fazemos sem permissão mesmo.

O Brasil é referência com seus artistas, trabalhos e iniciativas. Vocês se inspiram em algum artista? Quais são as suas influências?

Cauê: Pô, sem dúvidas os caras da primeira geração, Os Gêmeos, Vitché, Runers, Onesto e vários outros. Comecei pintando com os Runers, que eram os caras que faziam os maiores throw up que já vi na vida. Era demais, mas tudo que eu vejo na rua serve de influência pra mim, não tem jeito.

Evandro: Sim, gosto muito do trampo do Daim, Madc, Totem2 entre outros, tem muito cara bom no Brasil. Minhas influências é a pichação e o dia a dia em Sampa.

Grafite3

Tem alguma assinatura que vocês usam?

Cauê: Eu sou o Ship.

Evandro: Sim, a minha é EN.

Hoje vemos ações do governo e de empresas usando a arte do grafite em produtos e propagandas, e mesmo assim ainda temos algum preconceito. Como vocês enxergam isso?

Cauê: Acho que o preconceito sempre vai existir isso é cultural, vem da educação que é implantada no nosso país. Mas hoje já vemos graffiti em novelas, em propagandas, é uma nova linguagem visual com muito conceito e criatividade, e é arte contemporânea.

Evandro: Tem sim e acho isso muito bom, me empurra e me dá ânimo. Acho o preconceito legal. Me dou bem com ele, gosto de ser diferente, fazer coisas fora do comum como pintar, pichar, rabiscar, minha vida gira em torno disso.

Grafite4

Quais as dificuldades que vocês ainda encontram para promover essa arte?

Cauê: O dinheiro é o principal fator para eu não pintar a cidade toda rsrsrs.

Evandro: Cara, só a financeira, porque tempo, vontade e criatividade há de sobra...

Sabemos que música e graffiti estão bem conectados. Nesses eventos é impossível não rolar “um som”. Qual é a trilha sonora preferida de vocês?

Cauê: Cara, pode botar música aí, hein! Ouço muito raprockinrollpsicodeliahardcoreraggae… Hehehe. Escuto muito blues e jazz também.

Evandro: Cara um bom rap e um rock roll sempre são bem-vindos.

Trazendo o papo agora para o futebol, vocês são praticantes, torcem por algum time?

Cauê: Sou sedentário pra caramba, mas gosto muito de futebol. Estou um pouco triste com meu time, sou São Paulino.

Evandro: Mano, sou perna de pau de prima! Não torço por time, mas para um bom jogo, acho da hora uma partida de futebol, um clássico pegando fogo. É bom zoar com quem perdeu. Vantagens de quem não tem time!

grafite5

Já vimos diversas ações de graffiti voltadas ao futebol. Como vocês veem essa relação?

Cauê: Acho que o futebol usa muito do graffiti porque o graffiti é uma nova linguagem estética, uma linguagem em que a nova geração assimila bem e gosta muito. Hoje em dia, você vê o caderno da molecada na escola e vê desenho de graffiti ao invés de lição. Agora você vê graffiti com tema de futebol porque a gente também é amante de futebol, o futebol está muito presente desde a infância da maioria dos brasileiros, é paixão nacional mesmo.

Evandro: Só vem para somar. É bem legal isso. Arte dos dois lados. Um no pé e o outro na mão. Ambas usam a criatividade e a mente para dar um espetáculo com bola e com tinta... E quem ganha é o público.

No universo do futebol aqui no Brasil, ainda observamos que a maioria dos praticantes é de homens. Vemos isso ocorrendo no graffiti também. Mas claro, assim como no esporte há mulheres que se destacam, aqui, neste universo também encontramos meninas que mandam super bem, realizando grafites sensacionais. Mas, e aí, está crescendo o número de mulheres envolvidas nessa arte? Como vocês veem o crescimento do espaço para elas?

Cauê: Vem crescendo sim o número de mulheres fazendo graffiti, inclusive fazendo bem feito e chegando como referência. Nesses dias vi um vídeo de uma mina dinamarquesa quebrando tudo, fazendo sozinha o maior mural que já vi e isso é foda. Elas chegam chegando e fazem bem feito. Vejo isso, é claro, de forma positiva. É outra forma de enxergar as coisas.

Evandro: Está sim e tem mais que crescer mesmo. É muito loco ver mina pintando e representando no muro, e há varias, o espaço está aí. É só chegar... Tudo nosso!!

É isso aí pessoal, agradecemos muito pelo bate papo!

Cauê: Firmeza, valeu!

Evandro: Valeu aí pelo papo de responsa!

Compartilhar

Categoria:
1350, Umbro

Ver por Categoria

  • 1350
  • England
  • Football Boots
  • Football Equipment
  • Football Shirts
  • Football Stories
  • Manchester City
  • Umbro
Desenvolvido pela Umbro
  • Sobre a Umbro
    • A Companhia
    • Termos e Condições
    • Política de Privacidade
    • Contate-Nos
    • Papeis de parede
    • SAC
  • Fique Ligado
    • "Curtir" no Facebook Umbro Brasil
    • Siga no Twitter Umbro Brasil
    • Tune in to the Umbro YouTube Channel

© 2013 Umbro International